Como a escoliose pode se manifestar
- Assimetria dos ombros
- Um dos quadris mais elevado ou proeminente
- Assimetria da cintura
- Uma escápula mais proeminente que a outra
- Inclinação do tronco para um dos lados
- Proeminência das costelas ou de um lado das costas ao inclinar o tronco para frente
- Dor ou desconforto na coluna em algumas pessoas
- Fadiga ou limitação para permanecer muito tempo em determinadas posições
- Em curvas mais importantes, alterações funcionais relacionadas ao equilíbrio e à mobilidade
Escoliose sempre provoca dor?
Não. Muitas pessoas apresentam escoliose sem dor significativa, especialmente durante a adolescência. Por isso, encontrar uma curvatura na coluna não significa automaticamente que ela seja a causa de toda dor nas costas.
Em adultos, a dor pode estar relacionada à própria deformidade, alterações degenerativas associadas, sobrecarga muscular, mudanças do equilíbrio da coluna, comprometimento de outras estruturas ou condições independentes da escoliose.
O impacto funcional também varia. Algumas pessoas permanecem praticamente assintomáticas, enquanto outras podem apresentar dificuldade para permanecer em pé por longos períodos, caminhar, realizar atividades físicas ou manter determinadas posições.
A magnitude da curva é apenas uma parte da avaliação. Sintomas, progressão da deformidade, equilíbrio global da coluna, idade, função e outras alterações musculoesqueléticas precisam ser considerados em conjunto.
Como a escoliose é diagnosticada?
A avaliação começa pelo exame físico. São observados alinhamento dos ombros e quadris, assimetrias da cintura e das escápulas, posição da cabeça e do tronco e possíveis alterações durante a marcha.
O teste de flexão anterior do tronco, conhecido como teste de Adams, é frequentemente utilizado para identificar assimetrias relacionadas à rotação da coluna e à proeminência das costelas ou da região lombar.
Quando existe suspeita de escoliose estrutural, radiografias da coluna em posição ortostática podem ser utilizadas para avaliar a curvatura. A magnitude da curva é geralmente medida pelo método de Cobb.
Uma curvatura lateral superior a 10 graus pelo método de Cobb é utilizada como critério radiográfico para escoliose. A medida, entretanto, não deve ser interpretada isoladamente, pois idade, crescimento, localização da curva, progressão e sintomas também influenciam as decisões de acompanhamento e tratamento.
Exames adicionais podem ser necessários quando existem sintomas neurológicos, características atípicas, progressão inesperada da curva ou suspeita de outras alterações da coluna.
Como o atendimento complementar pode contribuir
A avaliação complementar considera localização e comportamento da dor, limitações funcionais, características da escoliose já diagnosticada, alterações musculares, mobilidade, rotina, atividades físicas, sono, tratamentos prévios e acompanhamento especializado existente.
Quando seguro e pertinente, recursos complementares podem integrar o plano de cuidado com objetivos voltados ao controle da dor, redução do desconforto muscular e melhora da funcionalidade.
O objetivo não é prometer corrigir ou reduzir estruturalmente a curvatura por meio das técnicas complementares. A indicação deve estar relacionada aos sintomas e às limitações identificadas durante a avaliação.
O cuidado complementar não substitui acompanhamento ortopédico, fisioterapêutico ou especializado quando houver necessidade de monitorar progressão da curva, utilizar órteses, realizar reabilitação específica ou avaliar tratamento cirúrgico.
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